O problema começou provavelmente em 2011 durante a gestação de minha filha Ana Carolina. Um zumbido constante no ouvido esquerdo presente 24h por dia. Não é um chiado ou algo intermitente. É como aquele barulho que fazia quando se ligavam aquelas televisões de antigamente, de tubo.
Minha primeira consulta à otorrino, a dra. Catharina, me rendeu um exame de audiometria com dr Francisco e a constatação de que havia uma perda de audição em frequências de 500 Hz, provavelmente a mesma frequência que o zumbido. Fiz ressonância magnética em um tubo parecido com o do Dr. House e depois de alguns minutos imóvel, no fim do exame, me enfiaram uma agulha com contraste no pulso. A conclusão da dra Catharina era que não havia nada a fazer a não ser me acalmar e reduzir cafeína.
Após o nascimento de minha filha o problema melhorou, e se não estiver enganado acredito que ele tenha até sumido. Mas já fazem anos e não me lembro ao certo.
Não sei se tem relação, mas por este tempo também precisei tirar 1 ou 2 dentes do ciso.
Mas depois de algum tempo, não lembro exatamente quando, os sintomas voltaram. Uma segunda consulta, na clínica Cian me proporcionou novamente fazer a audiometria e um exame que se não me engano chamava Bera, em que a médica esfregou uma gaze atrás da minha orelha que quase saiu sangue. Li os laudos dos exames, a frequência de perda auditiva havia se movido para 6 kHz, mas como os exames não indicavam nenhuma anormalidade, nem retornei à Cian para não ouvir a mesma conclusão que antes.
Percebi certa vez uma melhora quando dormi ouvindo barulho de chuva no celular. Acho que uma forma de fazer o cérebro filtrar o ruido.
Certo dia em 2016, acredito que depois de algumas semanas de bastante café, acordei no meio da noite com o zumbido mais forte, e ao amanhecer, tive muita tontura. Toda vez que mexia a cabeça dava mais tontura e enjoo e precisei até visitar o toilete para vomitar. Não consegui trabalhar neste dia. Fui no Policlin e consegui dispensa do trabalho para repouso em casa. Tomei Dramin e no dia seguinte melhorei da tontura e voltei a trabalhar, apesar do zumbido permanecer em um nível mais forte.
Baixei um software que emite sons em frequências definidas que detecta perda auditiva e promete reduzi-la. Percebi que meu ouvido esquerdo estava bastante insensível às altas frequências.
Uma amiga da Alessandra indicou o Dr. Bueno, que havia curado o zumbido do marido de alguém, mas no meu caso ele só me pediu uma tomografia e encaminhou para o Dr Magoga, da Cian. O Dr. Magoga falou que aquela tomografia não servia e que eu deveria fazer a ressonância novamente e os exames de audiometria, já que os sintomas haviam ficado mais fortes. Indicou um remédio para melhorar a circulação sanguínea à base de ginseng, que eu precisava tomar por 3 meses e uma caixa que durava um mês custava 200 reais. Falou que dependendo eu poderia usar um aparelho auditivo, mas isto não me animou. Acabei achando um remédio genérico, com menos cápsulas e próximo ao vencimento que custou uns 60 reais, e apesar de não ter ajudado nos sintomas, serviu para eu perceber que não adiantaria tomar o remédio de 200 reais mensais.
Comecei a pesquisar por conta própria, e assisti a alguns vídeos da Dra Tanit do grupo GANZ, que falava sobre alimentação, e por isso comecei a me alimentar mais regularmente, evitando açúcar e comendo batata doce. Vi também um depoimento de uma pessoa que disse que foi a uma osteopata craniana e estava tratando o problema de ATM (articulação da mandíbula) e que isto havia ajudado.
Resolvi suspender imediatamente o consumo de café, refrigerantes, vitamina C dissolvível, pimenta, parar de ouvir fone de ouvido, não ficar de jejum e parei até de ir à academia, o que de certa forma foi bom porque estava fazendo muito frio.
Já havia reparado, mas comecei a dar mais importância ao fato de que quando minha boca estalava o zumbido temporariamente se aguçava. Tudo indicava ser um problema mecânico.
Fui então em busca da osteopata, a dra Amanda, que apesar de trabalhar em uma clínica de coluna vertebral, aceitou atender o meu caso. A clínica mais parecia um spa ou uma coisa voltada ao prazer através da massagem. Tive dúvidas sobre como eu seria atendido, mas o lugar era sério. Ela fez muitas massagens na minha cabeça e dentro da minha boca com o dedo, e isto me deixou mais tranquilo, e aparentemente acalmado o zumbido por vários dias, seja pelas massagens ou pelo conforto psicológico. Deve-se ressaltar que ela era muito boazinha e a massagem me fazia sentir vontade de dormir. Infelizmente o retorno da clínica para casa era feito a pé, o que me deixava cansado. Fui duas vezes lá, uma vez pagando e na outra o retorno. Mas o tratamento não poderia continuar se eu não conseguisse uma forma de conseguir reembolso, pois o meu plano aparentemente não cobre massagens caso elas não tenham pedido médico.
Uma coisa que tirei disto é que o nervoso ou o café poderiam fazer com que eu apertasse os dentes à noite (ou até durante o dia) e isto comprimisse meu nervo óptico. De fato existe um bruxismo acontecendo à noite, mas isto não era novidade.
Fui a uma dentista especializada em ATM, que tentou me dar uma receita para conseguir reembolso da massagem (mas não funcionou) e me pediu outra ressonância. Ela pediu para eu tomar cuidado para não encostar os dentes e não dormir com a mandíbula torta.
(estado atual)
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